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<channel><title><![CDATA[Fabio Cortes Advogados - LEX Blog]]></title><link><![CDATA[https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog]]></link><description><![CDATA[LEX Blog]]></description><pubDate>Wed, 20 Nov 2024 11:30:54 -0300</pubDate><generator>EditMySite</generator><item><title><![CDATA[Proibição Relativa para custeio de tratamento oncológico com medicamento importado: Uma Nova Ótica sobre o tema 990]]></title><link><![CDATA[https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/proibicao-relativa-para-custeio-de-tratamento-oncologico-com-medicamento-importado-uma-nova-otica-sobre-o-tema-990]]></link><comments><![CDATA[https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/proibicao-relativa-para-custeio-de-tratamento-oncologico-com-medicamento-importado-uma-nova-otica-sobre-o-tema-990#comments]]></comments><pubDate>Wed, 27 Jan 2021 08:50:06 GMT</pubDate><category><![CDATA[Anvisa]]></category><category><![CDATA[Medicamento Importado]]></category><category><![CDATA[Tratamento Oncol&oacute;gico]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/proibicao-relativa-para-custeio-de-tratamento-oncologico-com-medicamento-importado-uma-nova-otica-sobre-o-tema-990</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						  No ano de 2014 publicamos artigo no site (O medicamento Importado e o Tratamento pelo plano: D&uacute;vidas e Controv&eacute;rsias) onde, em linhas gerais, discorreu-se sobre a import&acirc;ncia do planejamento estrat&eacute;gico no momento de elaborar a a&ccedil;&atilde;o, mormente, acerca do pedido a ser formulado nas a&ccedil;&otilde;es dessa natureza.No ano de 2018, em raz&atilde;o do repetitivo/tema 990, onde a tese firmada fora de que as operadoras de plano de  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>No ano de 2014 publicamos artigo no site (O medicamento Importado e o Tratamento pelo plano: D&uacute;vidas e Controv&eacute;rsias) onde, em linhas gerais, discorreu-se sobre a import&acirc;ncia do planejamento estrat&eacute;gico no momento de elaborar a a&ccedil;&atilde;o, mormente, acerca do pedido a ser formulado nas a&ccedil;&otilde;es dessa natureza.</span><br /><br /><span>No ano de 2018, em raz&atilde;o do repetitivo/tema 990, onde a tese firmada fora de que as operadoras de plano de sa&uacute;de n&atilde;o est&atilde;o obrigadas a fornecer&nbsp;</span></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:0px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/doctor-1228627-640_orig.jpg" alt="m&eacute;dico atendendo paciente" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">medicamento n&atilde;o registrado pela ANVISA, atualizamos o conte&uacute;do do artigo com a finalidade de fazer uma an&aacute;lise cr&iacute;tica buscando rever o entendimento ou ratific&aacute;-lo. Ao nosso sentir, nosso entendimento permanece o mesmo.</span><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&#8203;</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&Agrave; toda sorte, desde ent&atilde;o, atentos a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade e os impactos gerados pela tese firmada no respectivo repetitivo, foi poss&iacute;vel constatar que, &agrave; tal proibi&ccedil;&atilde;o, foi conferido um elast&eacute;rio indesejado, um entendimento absolutista acerca da restri&ccedil;&atilde;o de custeio de tratamento oncol&oacute;gico com medicamento importado e sem registro junto&nbsp; Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (ANVISA).</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/medical-equipment-4099432-640_orig.jpg" alt="m&eacute;dica atendendo paciente" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Ao longo desses 02 (dois) anos de pr&aacute;tica jur&iacute;dica pude verificar, com profundo pesar, uma queda significativa de prescri&ccedil;&atilde;o de tratamento mais novos e, certamente, mais eficazes, para o tratamento do c&acirc;ncer, com medicamentos importados e/ou sem registro junto &agrave; referida Ag&ecirc;ncia reguladora.</span><br /><br /><span>Entretanto, tal qual o t&iacute;tulo deste artigo sugere, tal proibi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser tida como absoluta privando os pacientes dos tratamentos mais eficazes e modernos.</span><br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Em primeiro plano, devemos estar atentos ao fato de que nem todo medicamento importado n&atilde;o possui registro na ANVISA. Existem dezenas, sen&atilde;o centenas, de medicamentos que s&atilde;o registrados e amplamente comercializados no mercado nacional, mas que, por quest&otilde;es de planejamento estrat&eacute;gico de seus respectivos titulares (laborat&oacute;rios farmac&ecirc;uticos) s&atilde;o fabricados no exterior.</span><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&#8203;</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas, portanto, que mesmo se tratando de medicamento importado, as operadoras n&atilde;o podem negar o custeio do tratamento prescrito com f&aacute;rmacos que &ldquo;ostentam&rdquo; tal caracter&iacute;stica, pois, inegavelmente, encontram-se regularmente registrados em territ&oacute;rio nacional.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Noutro giro, dado o plexo de circunst&acirc;ncias f&aacute;ticas inerentes a cada caso, existem aqueles medicamentos que, embora tenham sido registrados no Brasil, seus respectivos titulares, novamente, por quest&otilde;es estrat&eacute;gicas, optaram por n&atilde;o renovar seus respectivos registros que, como &eacute; cedi&ccedil;o, s&atilde;o v&aacute;lidos em todo territ&oacute;rio nacional (05 anos de acordo com a Lei n&ordm; 6.360/77 ou 10 anos de acordo com a Lei n&ordm; 13.097/15).</span>&#8203;&nbsp;<span style="color:rgb(0, 0, 0)">Diante da reflex&atilde;o supra proposta, resta induvidoso que, muito embora o registro do produto&nbsp;</span></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:0px;padding-bottom:0px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/medical-equipment-4099430-640_orig.jpg" alt="m&eacute;dica realizando exame em paciente" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">n&atilde;o esteja mais v&aacute;lido em territ&oacute;rio nacional, tendo em vista a op&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica do titular do registro, decerto que o dossi&ecirc; do produto fora objeto de an&aacute;lise pelos examinadores da ANVISA e, quando concedido, n&atilde;o h&aacute; que se falar em risco sanit&aacute;rio para o fornecimento visando custear o tratamento prescrito.</span></div>  <div class="paragraph">Nessa esteira, conforme <a href="https://www.conjur.com.br/2021-jan-15/plano-custear-importacao-remedio-cancelado-anvisa" target="_blank">artigo publicado no Conjur</a>:&nbsp;<br /><br /><em><span>"A 3&ordf; Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a manteve ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a do Paran&aacute; (TJ-PR) que determinou a uma operadora de plano de sa&uacute;de o custeio da importa&ccedil;&atilde;o de medicamento para o tratamento da s&iacute;ndrome de S&eacute;zary, um tipo de linfoma cut&acirc;neo. O rem&eacute;dio chegou a ser aprovado pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa), mas teve o seu registro cancelado por falta de interesse comercial.</span></em><br /><em><span>Ao estabelecer a distin&ccedil;&atilde;o entre esse caso e a tese fixada pela 2&ordf; Se&ccedil;&atilde;o no julgamento do Tema 990 dos recursos repetitivos, no qual ficou definido que as operadoras n&atilde;o est&atilde;o obrigadas a fornecer medicamento n&atilde;o registrado pela Anvisa, o colegiado considerou n&atilde;o haver risco sanit&aacute;rio na importa&ccedil;&atilde;o do produto.&rdquo;</span></em><br /><br /><span>Assim sendo, diante do que fora supra delineado, &eacute; poss&iacute;vel concluir pela <strong>Proibi&ccedil;&atilde;o Relativa para custeio de tratamento oncol&oacute;gico com medicamento importado e sem registro no Brasil</strong>, franqueando assim nova abertura &agrave; persecu&ccedil;&atilde;o do melhor e mais eficaz tratamento com medicamentos oncol&oacute;gico de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) &agrave; assistir os pacientes que necessitam de tratamento para a cura do c&acirc;ncer que insiste em lhes ceifar a vida ou, minimamente, conferir-lhes melhora na qualidade de vida na fase crepuscular de suas jornadas.</span><br /></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.fabiocortes.adv.br/'> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/published/nova-logo-fabio-cortes-fundo-amarelo.png?1611738058" alt="Fabio C&ocirc;rtes logo" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Questões de Propriedade Indústrial no Âmbito da Legislação Sanitária]]></title><link><![CDATA[https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/questoes-de-propriedade-industrial-no-ambito-da-legislacao-sanitaria]]></link><comments><![CDATA[https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/questoes-de-propriedade-industrial-no-ambito-da-legislacao-sanitaria#comments]]></comments><pubDate>Thu, 21 Jan 2021 15:59:10 GMT</pubDate><category><![CDATA[Anvisa]]></category><category><![CDATA[Dualidade de Marca]]></category><category><![CDATA[Ind&uacute;stria Farmac&ecirc;utica]]></category><category><![CDATA[Propaganda de Medicamentos]]></category><category><![CDATA[Publica&ccedil;&atilde;o Declarat&oacute;ria]]></category><category><![CDATA[Regula&ccedil;&atilde;o]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/questoes-de-propriedade-industrial-no-ambito-da-legislacao-sanitaria</guid><description><![CDATA[Ind&uacute;stria Farmac&ecirc;uticaANVISARegula&ccedil;&atilde;oDualidade de MarcaA Quest&atilde;o da Propaganda de MedicamentosPublica&ccedil;&atilde;o Declarat&oacute;ria (revalida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica)   	 		 			 				 					 						  1. Introdu&ccedil;&atilde;o&Eacute; ineg&aacute;vel o fato de que as ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas assumiram um papel important&iacute;ssimo dentro do contexto social. O in&iacute;cio deste processo gradativo de destaque no cen&aacute;rio mund [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph"><ul><li style="color: rgb(0, 0, 0);"><span>Ind&uacute;stria Farmac&ecirc;utica</span></li><li style="color: rgb(0, 0, 0);"><span>ANVISA</span></li><li style="color: rgb(0, 0, 0);"><span>Regula&ccedil;&atilde;o</span></li><li style="color: rgb(0, 0, 0);"><span>Dualidade de Marca</span></li><li style="color: rgb(0, 0, 0);"><span>A Quest&atilde;o da Propaganda de Medicamentos</span></li><li style="color: rgb(0, 0, 0);"><span>Publica&ccedil;&atilde;o Declarat&oacute;ria (revalida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica)</span></li></ul></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><strong><span>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</span></strong><br /><span>&Eacute; ineg&aacute;vel o fato de que as ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas assumiram um papel important&iacute;ssimo dentro do contexto social. O in&iacute;cio deste processo gradativo de destaque no cen&aacute;rio mundial ocorreu precipuamente a partir da revolu&ccedil;&atilde;o industrial que, basicamente, consistiu em um conjunto de mudan&ccedil;as&nbsp;<span style="color:black">tecnol&oacute;gicas</span>&nbsp;com profundo impacto no&nbsp;<span style="color:black">processo produtivo</span>&nbsp;em n&iacute;vel&nbsp;<span style="color:black">econ&ocirc;mico</span>&nbsp;e <span style="color:black">social</span>.&nbsp;</span><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A partir de ent&atilde;o, tais empresas foram substituindo o&nbsp;Estado no papel de agente respons&aacute;vel pela&nbsp;</span></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/mood-raising-4741333-640_orig.jpg" alt="capsulas de vitaminas em caixinhas pl&aacute;sticas" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">cont&iacute;nua &ldquo;evolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, atrav&eacute;s e cada vez mais, de pesquisa e desenvolvimento de novas drogas para tratar das mazelas que acometiam e acometem os indiv&iacute;duos da sociedade.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">De toda sorte, por ocasi&atilde;o e em raz&atilde;o da import&acirc;ncia que este segmento mercadol&oacute;gico possui e o papel que estes&nbsp;<em>players&nbsp;</em>desempenham hodiernamente no cen&aacute;rio mundial &eacute; que o Estado constatou a necessidade de regular o exerc&iacute;cio desta atividade.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A forma de regula&ccedil;&atilde;o, evidentemente, varia de acordo com as caracter&iacute;sticas de cada Estado. No Brasil, o modelo regulat&oacute;rio adotado foi a institui&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias reguladoras setoriais, cuja incumb&ecirc;ncia &eacute; o controle, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e a normatiza&ccedil;&atilde;o junto a setor econ&ocirc;mico.</span><br /></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/medicament-4775429-640_orig.jpg" alt="cartela de comprimidos com term&ocirc;metro em cima" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Carlos Roberto Siqueira e Castro aponta no sentido de que este modelo regulat&oacute;rio surgiu&nbsp;</span><em style="color:rgb(0, 0, 0)">na esteira do processo de privatiza&ccedil;&atilde;o ocorrido no final da d&eacute;cada de 90, onde o marco inicial coincide com a promulga&ccedil;&atilde;o da lei n&ordm; 8.301/90</em><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;e, naquela d&eacute;cada, se encerra com a promulga&ccedil;&atilde;o da lei n&ordm; 9.782/99.<br /><br />&#8203;</span><span>De l&aacute; para c&aacute;, o tempo vem demonstrando que, no mesmo passo que &eacute; salutar a institui&ccedil;&atilde;o do modelo regulat&oacute;rio, principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento como o caso do Brasil, por outro lado, conferir o poder discricion&aacute;rio de normatizar as&nbsp;</span></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">quest&otilde;es afetas a este segmento vem se apresentando como uma via extremamente perigosa, tendo em vista estar sendo utilizada de forma confusa e, n&atilde;o raras as vezes, absolutamente arbitr&aacute;ria.</span><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&#8203;</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">E esta &eacute;, justamente, o foco do presente artigo. Demonstrar algumas varia&ccedil;&otilde;es das arbitrariedades que vem sendo praticadas sistematicamente, pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (ANVISA) trazendo, com isso, reflexo indesej&aacute;veis aos mais variados segmentos mercadol&oacute;gicos se utilizando, inclusive, de aspectos ligados&nbsp;</span><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&agrave; Propriedade Industrial para a materializa&ccedil;&atilde;o de seus atos arbitr&aacute;rios como veremos a seguir.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><strong><span>2. A ANVISA</span></strong><br /><span>A ANVISA, segundo o artigo 6&ordm; da lei n&ordm; 9.782/99 tem como finalidade principal &eacute; <em>promover a prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, por interm&eacute;dio do controle sanit&aacute;rio da produ&ccedil;&atilde;o e da comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os submetidos &agrave; vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de fronteiras</em>.</span><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:0px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/anvisa-2_orig.jpg" alt="entrada da Anvisa" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Embora na doutrina pare&ccedil;a n&atilde;o haver tergiversa&ccedil;&otilde;es acerca do poder regulamentar das ag&ecirc;ncias reguladoras (ANVISA), na pr&aacute;tica, a experi&ecirc;ncia tem se revelado um pouco diferente.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Autores do quilate de Carlos Roberto Siqueira e Castro, Jos&eacute; dos Santos Carvalho Filho, Glauco Martins Guerra, Giovani R. Loss, Jean Rivero dentre outros, em s&iacute;ntese, entendem que&nbsp;<em>o poder regulamentar das ag&ecirc;ncia &eacute; de 2&ordm; grau, ou seja, h&aacute; de ser compatibilizado com o sistema hier&aacute;rquico de normas legais e infralegais;</em>&nbsp;ou,&nbsp;<em>Se tratando de ato administrativo, o ato regulamentar &eacute; subjacente &agrave; lei e deve pautar-se nos limites desta</em>;&nbsp;<em>&Eacute; preciso saber se as normas que editarem est&atilde;o realmente compat&iacute;veis com os &lsquo;standarts&rsquo; contidos na lei e etc.<br /><br /></em></span>Em tese, considerando que a Administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; dotada dos deveres dos poderes discricion&aacute;rio e vinculado, parece que a quest&atilde;o se resume a regulamentar as quest&otilde;es que envolvam risco &agrave; sa&uacute;de de acordo com a conveni&ecirc;ncia e oportunidade ou nos termos da lei, respectivamente<br /><span></span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/handful-of-smartdrugs-pills-picjumbo-com-copy_orig.jpg" alt="v&aacute;rias c&aacute;psulas de rem&eacute;dio na m&atilde;o " style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Todavia, a t&ecirc;nue linha que separa tais quest&otilde;es, na ordem pr&aacute;tica dos acontecimentos cotidianos, nem sempre, ou quase nunca, se evidenciam de forma clara aos operadores de direito. Isto porque se o exerc&iacute;cio do dever poder vinculado imp&otilde;e aos administradores praticar seus atos nos termos da lei. o exerc&iacute;cio do dever poder discricion&aacute;rio - quando a norma contiver conceitos plurissignificativos - ocorre quando o administrador orienta o ato administrativo de acordo com a sua conveni&ecirc;ncia e oportunidade para alcan&ccedil;ar o interesse p&uacute;blico com a escolha dos meios material e formal para sua realiza&ccedil;&atilde;o.</span><br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Com isso, na pr&aacute;tica, ao admitir que a ANVISA pode regulamentar as quest&otilde;es sob sua compet&ecirc;ncia que envolvam risco &agrave; sa&uacute;de quase sempre ao regulamentar uma quest&atilde;o se vale e insere conceitos plurissignificativos na norma (Resolu&ccedil;&otilde;es da Diretoria Colegiada), de modo a emprestar legalidade aos seus atos, como dito anteriormente, n&atilde;o raras as vezes, arbitr&aacute;rios.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Desde o in&iacute;cio de nossa pr&aacute;tica forense houve um sem n&uacute;mero de oportunidades de se verificar situa&ccedil;&otilde;es bastantes interessantes a ponto de traz&ecirc;-las ao debate.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><strong><span>3. CASO DUALIDADE DE MARCAS</span></strong><br /><span>Embora este n&atilde;o tenha sido o primeiro caso em que a ANVISA, atrav&eacute;s de seus servidores, tenham se valido das quest&otilde;es afetas a propriedade industrial para impor restri&ccedil;&otilde;es &agrave;s ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas, notadamente, quanto a regular uso das marcas registradas de seus administrados, este caso assume contornos paradigm&aacute;ticos na medida em que fora submetido ao judici&aacute;rio tendo sido julgado, tanto em sede de liminar quanto no m&eacute;rito, em favor do impetrante.</span><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/drugs-1728381-640_orig.jpg" alt="v&aacute;rias cartelas de rem&eacute;dio" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">O presente caso &ldquo;surgiu&rdquo; na contram&atilde;o dos processos que at&eacute; bem pouco tempo atr&aacute;s, em raz&atilde;o da pujan&ccedil;a da economia, est&aacute;vamos experimentando, a saber as fus&otilde;es e incorpora&ccedil;&otilde;es entre ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">De uma forma ou de outra se &ldquo;vingasse&rdquo; a aplica&ccedil;&atilde;o da tese da ANVISA do caso dualidade de marcas, inegavelmente, este segmento mercadol&oacute;gico experimentaria consequ&ecirc;ncias nefastas, como por exemplo, o enfraquecimento sistem&aacute;tico do processo de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es entre as ind&uacute;strias ou mesmo do aumento de produtos na linha de uma empresa para, posteriormente, ser cindida.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Em s&iacute;ntese apertada, o caso dualidade consiste basicamente na seguinte premissa, diga-se, absolutamente teratol&oacute;gica. Uma mesma empresa n&atilde;o poderia ser titular de registro de produtos considerados id&ecirc;nticos, por&eacute;m assinalados por marcas distintas, tendo em vista o que disp&otilde;e o inciso XX do artigo 124 da Lei n&ordm; 9.279/96.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:20px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/insulin-2110059-640_orig.jpg" alt="caixa de frasco de Novolog" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Tal entendimento surgiu atrav&eacute;s de um parecer elaborado pela Procuradoria da ANVISA que em s&iacute;ntese assim discorria:</span><br /><br /><em><span>&ldquo;quest&otilde;es afetas &agrave; marca comercial est&atilde;o adstritas aos direitos relativos &agrave; propriedade industrial, conforme se depreende do art. 2&ordm;, inciso III da lei n&ordm; 9.279/96, a qual regula direitos e obriga&ccedil;&otilde;es relativos &agrave; propriedade industrial. Nesse diapas&atilde;o, insta finalmente asseverar que a Lei n.&ordm; 9.279/96 veda que um mesmo produto seja registrado com duas marcas distintas, conforme se infere do disposto no seu art. 124 Inciso XX, in litteris: &lsquo;Art. 124. N&atilde;o s&atilde;o registr&aacute;veis como marca: (...) XX &ndash; dualidade de marcas de um s&oacute; titular para o mesmo produto ou servi&ccedil;o, salvo quando, no caso de marcas da mesma natureza, se revestirem de suficiente forma distintiva"</span></em><br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Tal parecer, por seu turno, ensejou a elabora&ccedil;&atilde;o, pela CMED, de nota t&eacute;cnica n&ordm; 32 dirigida &agrave; ger&ecirc;ncia geral de medicamentos da ANVISA, nos seguintes termos:&nbsp;<em>&ldquo;n&atilde;o renovar todos os registros de um mesmo produto de uma mesma empresa no qual a &uacute;nica distin&ccedil;&atilde;o seja o nome comercial&rdquo;</em>.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Todavia, o citado artigo contido na lei de propriedade industrial visa regular uma conduta de requerente de pedido de registro de marca, ou seja, tem o cond&atilde;o de obstar que um mesmo titular, atrav&eacute;s de dep&oacute;sitos sucessivos da mesma express&atilde;o sem sufici&ecirc;ncia distintiva para com o pedido de registro igual anterior evite o instituto da caducidade previsto na LPI. Logo, fica evidente que a exegese do inciso XX do artigo 124 da lei regulamenta quest&atilde;o absolutamente distinta da interpreta&ccedil;&atilde;o conferida pela Procuradoria da ANVISA.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Ademais, curiosa e absurdamente, a &ldquo;proposta&rdquo; de interpreta&ccedil;&atilde;o do inciso XX do artigo 124 da LPI para o fim de negar o registro de produto para o mesmo titular de produtos considerados id&ecirc;nticos assinalados por marcas completamente distintas &eacute; diametralmente oposta ao que disp&otilde;e o &sect; 1&ordm; do artigo 5 da lei n&ordm; 6.360/76 c/c artigo 6 do decreto n&ordm;. 79.094/77 que disp&otilde;em ser vedado o uso de nome igual ou assemelhado para produtos de diferentes composi&ccedil;&otilde;es.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Por esta raz&atilde;o &eacute; que se apresentou como medida absolutamente salutar a submiss&atilde;o da quest&atilde;o a aprecia&ccedil;&atilde;o do judici&aacute;rio, de modo a se restabelecer o <em>statu quo ante </em>ao parecer da Procuradoria e Nota T&eacute;cnica da CMED<em>,</em> uma vez que n&atilde;o haveria de se admitir o sucesso na &ldquo;empreitada da ANVISA&rdquo; no sentido de impedir que uma mesma empresa fosse titular de registro de produtos id&ecirc;nticos assinalados com marcas distintas.</span>&#8203;<br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:0px;padding-bottom:0px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/opposites-3808487-640_orig.jpg" alt="duas m&atilde;os fazendo sinal de legal, uma para cima outra para baixo" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Em primeiro plano, porque, tal entendimento n&atilde;o reflete nem de longe a exegese do artigo da lei de propriedade industrial; e, em segundo, &eacute; absolutamente contr&aacute;rio aos pr&oacute;prios termos insertos na legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Assim, refletindo sobre o parecer da Procuradoria da ANVISA e cotejando-o com a ampla corrente doutrin&aacute;ria e a legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, percebe-se claramente que se est&aacute; diante de um entendimento absolutamente&nbsp;<em>contra legem</em>, pois, como haveria de se admitir a aplica&ccedil;&atilde;o do veto &agrave;s ind&uacute;stria farmac&ecirc;uticas de terem produtos id&ecirc;nticos com marcas distintas se a legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria veta produtos distintos com marcas id&ecirc;nticas?</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Outro ponto sens&iacute;vel, e tamb&eacute;m atual, &eacute; a restri&ccedil;&atilde;o &agrave;s propagandas de medicamentos de venda livre. &Eacute; o que passamos a analisar;</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:0px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/medicine-2068135-640_orig.jpg" alt="frascos de rem&eacute;dio transparentes alinhados" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><strong><span>4. Contra Propaganda de medicamentos</span></strong><br /><span>&#8203;A presente discuss&atilde;o visa analisar os poss&iacute;veis reflexos no setor produtivo e outros em raz&atilde;o das novas regras da ANVISA, que concedeu prazo de 180 dias para que seus administrados se ad&eacute;q&uuml;em as novas regras, no que tange a realiza&ccedil;&atilde;o da propaga&ccedil;&atilde;o e da publiciza&ccedil;&atilde;o de seus produtos, em realiz&aacute;-lo na forma considerada como contra propaganda.</span><br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Por &ldquo;contra propaganda&rdquo; entende-se ser a veicula&ccedil;&atilde;o de mensagens propagandistas e publicit&aacute;rias enaltecendo as restri&ccedil;&otilde;es nas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de a que os consumidores estejam experimentando a que determinado produto se destina. Em outras palavras, dentro de uma sistema impositivo os administrados ter&atilde;o que, ao inv&eacute;s de propagar e/ou publicizar as indica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas ou mesmo a qualidade de cada um de seus produtos, dever&atilde;o publicizar e/ou propagar as hip&oacute;teses em que cada um de seus respectivos produtos n&atilde;o dever&aacute; ser ingerido/adquirido.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Aqui, como em qualquer quest&atilde;o que se pretende exaurir as vias cognitivas, in&uacute;meros aspectos devem ser observados e ponderados. A meu ver, a presente quest&atilde;o se trata de mais uma forma de tens&atilde;o constitucional entre o direito p&uacute;blico e o privado.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">No mesmo sentido em que se apresenta como leg&iacute;timo regular quest&otilde;es que envolvem risco a sa&uacute;de, tamb&eacute;m se mostra salutar apresentar argumentos no sentido de que todo o cidad&atilde;o tem o direito e garantia fundamental ao livre exerc&iacute;cio de qualquer trabalho, of&iacute;cio ou profiss&atilde;o, atendidas as qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais que a lei estabelecer. A quest&atilde;o &eacute;, como resolver esta quest&atilde;o?</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Longe de ousar apresentar uma resposta definitiva acerca do tema, at&eacute; mesmo porque a presente quest&atilde;o comporta in&uacute;meras intelec&ccedil;&otilde;es e vari&aacute;veis cognitivas, a meu ver, assiste em parte raz&atilde;o as partes.</span>&#8203;<br /><br /><span>Se por um lado a ANVISA, no uso de suas atribui&ccedil;&otilde;es e cumprimento de sua finalidade institucional, deve zelar pela sa&uacute;de p&uacute;blica tendo que se pautar nos limites impostos pelo dever-poder vinculado (lei) e pelo dever-poder discricion&aacute;rio (princ&iacute;pios&nbsp;</span></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/injections-and-other-medicaments-in-dentist-office-picjumbo-com-copy_orig.jpg" alt="produtos para tratamento dent&aacute;rio na mesa" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph">&#8203;<span style="color:rgb(0, 0, 0)">constitucionais e da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica). Por outro, nossa Carta Magna, como direito e garantia fundamental, o livre exerc&iacute;cio de qualquer trabalho, of&iacute;cio ou profiss&atilde;o, atendidas as qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais que a lei estabelecer.<br />&#8203;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Talvez, a &uacute;nica certeza que se possa extrair deste quadro &eacute; que a contra propaganda gerar&aacute; reflexos diretos e indiretos tanto no exerc&iacute;cio da atividade profissional, quanto dos administrados quanto no exerc&iacute;cio da atividade desempenhada pelos profissionais do ramo de propaganda e publicidade.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Ultrapassada tais considera&ccedil;&otilde;es preliminares, penso que a melhor alternativa seria manter os termos da regulamenta&ccedil;&atilde;o inserta na RDC 102/2000, sendo que, precipuamente, como finalidade exclusivamente da ANVISA, esta deveria, atrav&eacute;s de campanhas de sa&uacute;de promover os esclarecimentos que julgar necess&aacute;rios.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/injection-3539566-640_orig.jpg" alt="seringas alinhadas" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>N&atilde;o me parece razo&aacute;vel impor aos administrados terem que arcar com os custos, para propagar e publicizar seus produtos, terem que enfatizar a contra propaganda. Se como pano de fundo de tal medida reside o car&aacute;ter informativo, em benef&iacute;cio da popula&ccedil;&atilde;o, que este seja arcado pela Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica e n&atilde;o &agrave;s custas dos laborat&oacute;rios e dos profissionais de propaganda e marketing.</span>&#8203;<br /><br /><span>Qualquer f&oacute;rmula dispare desta parece pender excessivamente para um dos lados se evidenciando&nbsp;</span></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">como desproporcional e irrazo&aacute;vel. &Eacute; dever do ESTADO, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o, em sendo o caso, de campanhas de divulga&ccedil;&atilde;o, a fim prestar eventuais esclarecimentos sobre determinados produtos, notadamente quanto &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es adversas de cada um dos produtos.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Tal &ocirc;nus n&atilde;o pode e nem deve ser imposto aos seus administrados sob pena de extin&ccedil;&atilde;o das campanhas publicit&aacute;rias de seus produtos. A uma pois, tal medida significa obstar a venda de produtos de venda livre, caracterizando uma interven&ccedil;&atilde;o desmedida no setor, incompat&iacute;vel com o Estado Democr&aacute;tico de Direito; A duas, pois como corol&aacute;rio, haver&aacute; uma redu&ccedil;&atilde;o na disponibilidade destes produtos junto ao mercado, trazendo preju&iacute;zo evidente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o; A tr&ecirc;s, pois, tal medida ter&aacute; o cond&atilde;o de obstaculizar, de forma desproporcional e irrazo&aacute;vel, o direito ao livre exerc&iacute;cio da atividade de publicit&aacute;rios e propagandistas, medida intervencionista tamb&eacute;m incompat&iacute;vel com o Estado Democr&aacute;tico de Direito</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A nosso ver, tal entendimento se escora na premissa de que n&atilde;o existe nenhum amparo legal ou doutrin&aacute;ria, no sentido de que aos administrados &eacute; que dever&atilde;o ser obrigados a exercerem uma atividade que &eacute; a atribui&ccedil;&atilde;o natural e institucional da ANVISA.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>O sistema de contra propaganda traz &agrave; tona, necessariamente, a discuss&atilde;o no sentido de se ponderar e quantificar os benef&iacute;cios em rela&ccedil;&atilde;o aos preju&iacute;zos que tal medida pode trazer como consequ&ecirc;ncia direta.</span>&#8203;<br /><br /><span>&Eacute; partindo desta premissa &ndash; benef&iacute;cio e preju&iacute;zo &ndash; quando analisado sob a &oacute;tica dos princ&iacute;pios norteadores da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, notadamente, Proporcionalidade e Razoabilidade que se mostra mais coerente a reda&ccedil;&atilde;o sugerida.</span><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-medium " style="padding-top:5px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:10px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/homeopathy-1409040-640_orig.jpg" alt="c&aacute;psulas de rem&eacute;dio alinhadas" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Ademais, em cotejo com pa&iacute;ses alien&iacute;genas, verifica-se n&atilde;o haver precedente mundial a corroborar a inten&ccedil;&atilde;o da ANVISA neste sentido.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Neste sentido respalda a presente resposta, recha&ccedil;ando a chamada contra propaganda nos produtos considerados de venda livre (OTC) dos regulamentos da ANVISA, ao procedermos com an&aacute;lise de legisla&ccedil;&otilde;es e diretrizes em territ&oacute;rio alien&iacute;gena.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Assim, vale citar as diretrizes da Federal Trade Comission (FTC) dos Estados Unidos.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Em um breve estudo comparado das legisla&ccedil;&otilde;es (brasileira e norte americana) verificamos que o FTC &eacute; o &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel a regular a propaganda deste tipo de produto (OTC), cabendo a Food Drugs Administration (FDA) regulamentar e regular as quest&otilde;es afetas a rotulagem dos citados produtos.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Em s&iacute;ntese, as diretrizes do FTC estabelecem que, assim como nos demais produtos, os an&uacute;ncios dos produtos conhecidos como OTC&rsquo;s devem ser confi&aacute;veis, verdadeiros e n&atilde;o decept&iacute;veis.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/syringe-1884784-640_orig.jpg" alt="seringa, frascos para inje&ccedil;&atilde;o e rem&eacute;dios na mesa" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Ora, partindo da premissa de que no trabalho anterior defendemos a tese de que os administrados (regulados pela ANVISA) deveriam propagar ou publicizar seus respectivos produtos sempre com base nas informa&ccedil;&otilde;es submetidas previamente a ANVISA e autorizada e reconhecidas por esta, fica evidente, portanto, que tais informa&ccedil;&otilde;es (indica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas) s&atilde;o, de fato, confi&aacute;veis, verdadeiras e, n&atilde;o decept&iacute;veis.</span><br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&Eacute; importante ressaltar ainda que, em raz&atilde;o das peculiaridades inerentes ao pa&iacute;s alien&iacute;gena, eventuais interpela&ccedil;&otilde;es em face da propaganda foram feitas pela FTC, onde, tanto os publicit&aacute;rios quanto os laborat&oacute;rios respons&aacute;veis devem apresentar provas cient&iacute;ficas acerca do que est&atilde;o propagando e/ou publicizando. Em territ&oacute;rio nacional tal pr&aacute;tica n&atilde;o se mostra aplic&aacute;vel, tendo em vista somente ser permitido a estes&nbsp;<em>players</em>&nbsp;(publicit&aacute;rios e laborat&oacute;rios) propagar e publicizar as indica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas dos produtos e tal qual foram concedidas pela ANVISA.&nbsp;<br />&#8203;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&Eacute; o que se depreende do abaixo transcrito nos casos de quando as reivindica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o reguladas pela FTC e quando s&atilde;o reguladas pela FDA e quanto a propaganda de medicamentos no que tange &agrave;s regras impostas pelo FTC para produtos OTC, sen&atilde;o vejamos:</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Importante notarmos que os aspectos objetivos delineados em pa&iacute;s alien&iacute;gena t&ecirc;m como pano de fundo a tutela dos interesses dos consumidores, logo, for&ccedil;oso admitir seu escopo restritivo.</span>&#8203;<br /><br /><span>Assim, quando aplicado em territ&oacute;rio p&aacute;trio, sobre as regras j&aacute; vigentes no Brasil, de toda sorte, o que se verifica &eacute; que os pressupostos delineados nas diretrizes americanas j&aacute; est&atilde;o insertas em nossa legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, onde j&aacute; h&aacute; a tutela dos interesses daqueles considerados como hipossuficientes sendo, portanto, absolutamente desmedido e desnecess&aacute;rio impor maiores obst&aacute;culos&nbsp;</span><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/encapsulate-1794353-640_orig.jpg" alt="c&aacute;psulas na linha de produ&ccedil;&atilde;o" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><em style="color:rgb(0, 0, 0)">to prescription drug advertising and labeling. For more information about marketing a product within the FDA's jurisdiction, visit the FDA's website at www.fda.gov or call the FDA Inquiries Line, 1-888-INFO-FDA.</em><br /><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">Drug Advertising<br />Does the FTC have rules on advertisements for over-the-counter (OTC) drugs?<br />&#8203;</em><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">The FTC handles most matters regarding claims in advertisements for over-the-counter drugs. The Food and Drug Administration (FDA) handles most matters regarding the labeling of OTC drugs. As with any other product, claims for OTC drugs must be truthful and non-deceptive. Given the health and safety issues that can arise in marketing these products, advertisers should take care in substantiating their claims. Depending on the claim, advertisers may be required to back up their representations with competent and reliable scientific evidence, including tests, studies, or other objective data. For more information about labeling OTC drugs, visit the FDA's website at www.fda.gov or call the FDA Inquiry Line, 1-888-INFO-FDA.</em></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/thermometer-1539191-640_orig.jpg" alt="conjunto de rem&eacute;dios com term&ocirc;metro e cima" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><em><span>Food and Drug Administration<br />When are claims regulated by the Federal Trade Commission and when are they regulated by the Food and Drug Administration?</span></em><br /><br /><em><span>The FTC and the FDA have a long-standing liaison agreement to allocate their efforts efficiently. As a general rule, advertising for foods, over-the-counter drugs, dietary supplements, medical devices, and cosmetics is regulated by the FTC. Labeling for these products is regulated by the FDA. In addition, the FDA handles most matters related&nbsp;</span></em></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A partir de meados do ano de 2005, tanto nos Estados Unidos quanto na Comunidade Europ&eacute;ia, foi levantado o debate da, na tradu&ccedil;&atilde;o livre, &ldquo;convers&atilde;o dos produtos vendidos com prescri&ccedil;&atilde;o para OTC&rsquo;s&rdquo;. Aplicando, naquilo em que coubesse, tal discuss&atilde;o se assemelha bastante com o que pretende a ANVISA impor, sendo que, inaplic&aacute;vel &agrave; esp&eacute;cie.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Segundo excelente artigo publicado pela Universidade de Virg&iacute;nia por Simon P. Anderson, conforme abaixo citado, o FDA regulou os an&uacute;ncios relacionados &agrave;s drogas cuja venda&nbsp;<strong>dependa</strong>&nbsp;de prescri&ccedil;&atilde;o a atender dois pressupostos maiores, sendo eles, alertar quanto aos efeitos colaterais, contra indica&ccedil;&otilde;es, cuidados e precau&ccedil;&otilde;es e indica&ccedil;&otilde;es de uso e o an&uacute;ncio deve estar baseado no que chamam de &ldquo;balan&ccedil;o justo da doutrina&rdquo; ou, em outras palavras, estar inseridos em tais an&uacute;ncios informa&ccedil;&otilde;es clinicamente comprovados, riscos e benef&iacute;cios.</span><br /><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">According to the FDA regulations on prescription drug advertising, the advertisement must comply with two major requirements. First, the ad must include a &ldquo;brief summary&rdquo;, which includes providing the drug&rsquo;s side effects, contra-indications, warnings and precautions and the indications for use. Second, the ad must comply with the &ldquo;fair balance doctrine&rdquo;, meaning that the ad must provide a balanced account of all clinically relevant information, the risks and the benefits</em></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/drugs-910956-640_orig.jpg" alt="prato de a&ccedil;o inox com frascos de rem&eacute;dio" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Ora, este entendimento &eacute; justamente o que pretende a ANVISA impor nos an&uacute;ncios televisivos relacionados aos medicamentos <strong>de venda livre</strong>, o que em nada se relaciona com os produtos vendidos com prescri&ccedil;&atilde;o.</span><br /><br /><span>Em verdade, isto traz &agrave; tona quest&atilde;o bastante interessante no sentido de que j&aacute; se cogita a hip&oacute;tese de &ldquo;liberar&rdquo; o an&uacute;ncio dos medicamentos de venda de prescri&ccedil;&atilde;o, desde que se observe tais pressupostos, logo, como haveria de se admitir impor tais restri&ccedil;&otilde;es aos produtos de venda livre, os quais n&atilde;o existe&nbsp;</span></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">precedente mundial para restri&ccedil;&atilde;o de an&uacute;ncio nas citadas m&iacute;dias?</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A contrario sensu, na contram&atilde;o da tend&ecirc;ncia mundial, for&ccedil;oso admitir que pretende a ANVISA impor os pressupostos restritivos dos medicamentos de venda sob prescri&ccedil;&atilde;o aos OTC&rsquo;s. Em outras palavras, ao passo que a tend&ecirc;ncia mundial aponta no sentido de liberar o an&uacute;ncio televisivo de produtos com prescri&ccedil;&atilde;o, pretende a ANVISA vedar (ou ao menos criar mecanismos que impe&ccedil;am) o an&uacute;ncio de produtos OTC&rsquo;s.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Desta forma, sem sombras de d&uacute;vidas, em an&aacute;lise final&iacute;stica, mesmo estando diante da quest&atilde;o de se publicizar ou propagar medicamentos ainda que sejam os OTC&rsquo;s tamb&eacute;m conhecidos como os de venda livre n&atilde;o h&aacute; como nos escusar do fato de que compulsar os anunciantes (laborat&oacute;rios) e seus agentes (publicit&aacute;rios) a dar &ecirc;nfase as rea&ccedil;&otilde;es adversas dos produto ao inv&eacute;s de faz&ecirc;-lo para as indica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas devidamente registradas e aprovadas pela ANVISA corrobora ainda mais a conclus&atilde;o a que chegamos.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/vaccine-5873170-640_orig.jpg" alt="tubo de ensaio e frasco de inje&ccedil;&atilde;o" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Ademais, jogando uma p&aacute; de cal nas pretens&otilde;es de prosperar a chamada contra propaganda, insta consignar ainda que, de acordo com o pre&acirc;mbulo da consulta p&uacute;blica em tr&acirc;mite, notadamente, o estudo comparado - Regulamenta&ccedil;&atilde;o da Propaganda, verificamos que em nenhum momento tal estudo traz &agrave; tona discuss&atilde;o atinente a publicidade e propaganda de produtos cuja venda ocorre sem prescri&ccedil;&atilde;o. Cita e limita apenas os de venda sob prescri&ccedil;&atilde;o.</span><br /><span>&nbsp;</span><br /><span>O excelente trabalho aborda as quest&otilde;es afetas a publicidade e propaganda ligados, &uacute;nica e&nbsp;</span></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">exclusivamente, aos produtos cuja venda ocorre&nbsp;<strong>sob prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica</strong>. Tal fato, inexoravelmente, nos imp&otilde;e a conclus&atilde;o a que chegamos anteriormente no sentido de que n&atilde;o h&aacute; precedente mundial que imponha limita&ccedil;&otilde;es &agrave; propaganda e publicidade dos chamados produtos OTC&rsquo;s devendo os mesmos, apenas, serem confi&aacute;veis e n&atilde;o decept&iacute;veis.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Por estas raz&otilde;es &eacute; que asseveremos que, diante do bin&ocirc;mio benef&iacute;cio-preju&iacute;zo, entendemos ser esta medida absolutamente irrazo&aacute;vel, pois, da persecu&ccedil;&atilde;o ao suposto benef&iacute;cio que se pretende &ldquo;evitar a automedica&ccedil;&atilde;o&rdquo; trar&aacute; incont&aacute;veis preju&iacute;zos ao cen&aacute;rio nacional, como por exemplo:</span><br /><br /><ol style="color:rgb(0, 0, 0)"><li>veda&ccedil;&atilde;o ou limita&ccedil;&atilde;o ao exerc&iacute;cio da atividade profissional dos publicit&aacute;rios e propagandistas;</li><li>descumprimento do preceito constitucional e legal ao direito do consumidor a ter acesso a informa&ccedil;&atilde;o acerca das indica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas dos produtos considerados OTC&rsquo;s;</li><li>transfer&ecirc;ncia das atribui&ccedil;&otilde;es da ANVISA (como entidade governamental) para os administrados (iniciativa privada);</li><li>sobreposi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s regras do CONAR, entre outras.</li></ol><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&#8203;&#8203;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Por fim, merece o devido destaque que, a nosso ver, a contra propaganda assume caracteres de mensagem esclarecedora e como toda mensagem esclarecedora, esta &eacute; atribui&ccedil;&atilde;o do ente da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica prest&aacute;-la &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Assim sendo, n&atilde;o se deve permitir que atribui&ccedil;&atilde;o dessa magnitude seja transferida para a iniciativa privada, pois este &eacute; dever do Estado.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Ali&aacute;s, se aplica &agrave; esp&eacute;cie,&nbsp;<em>in totem</em>, por exemplo, a cartilha de medicamentos elaborada e confeccionada pelo Estado. Por se tratar de uma quest&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o, esta deve ter sua iniciativa alicer&ccedil;ada no Estado e n&atilde;o na iniciativa privada como pretende impor a ANVISA atrav&eacute;s de sua resolu&ccedil;&atilde;o da chamada contra propaganda.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><strong><span>5. Publica&ccedil;&atilde;o Declarat&oacute;ria em sede de revalida&ccedil;&atilde;o de Registro</span></strong><br /><span>&#8203;Aqui, uma vez mais, sem fugir &agrave; regra, os atos administrativos da ANVISA se mostram absolutamente arbitr&aacute;rios a ponto de criar verdadeiros &ldquo;Frankensteins&rdquo;.</span><br /><br /><span>Para analisar, e entender a quest&atilde;o escatol&oacute;gica das publica&ccedil;&otilde;es declarat&oacute;rias da ANVISA &eacute; preciso, primeiramente, pincelar breves considera&ccedil;&otilde;es acerca de como funciona tal Ag&ecirc;ncia reguladora.</span><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/medic-563425-640_orig.jpg" alt="m&eacute;dico manipulando equipamentos" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Em apertada s&iacute;ntese pode-se afirmar que uma determinada empresa, para requerer o registro de um produto, deve atender aos pressupostos insertos nas legisla&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para cada tipo de produto (medicamento novo, similares, homeop&aacute;tico, fitoter&aacute;pico, isentos etc).</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Atendido aos pressupostos, na forma da lei, o registro &eacute; concedido e tem validade de 05 (cinco) anos (&sect; 1&ordm; do artigo 12 da lei n&ordm;. 6.360/76), o qual pode ser prorrog&aacute;vel por igual per&iacute;odo, sucessivamente, devendo sua revalida&ccedil;&atilde;o ser protocolizada no primeiro semestre do &uacute;ltimo ano do quinqu&ecirc;nio de validade do registro. &Eacute; o que est&aacute; na lei!</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A parte inicial do par&aacute;grafo 6&ordm; do art. 12 da lei n&ordm; 6.360/76&nbsp;<em>&ldquo;...primeiro semestre do &uacute;ltimo ano do quinqu&ecirc;nio de validade do registro&rdquo;</em>&nbsp;aponta no sentido de que 06 (seis) meses antes do t&eacute;rmino de vig&ecirc;ncia do registro o titular do registro deve e tem que apresentar uma s&eacute;rie de documentos para o fim de revalidar o registro de seu produto.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/doctor-563428-640_orig.jpg" alt="jaleco com estetosc&oacute;pio e canetas no bolso" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Em verdade, em tese, tal medida &eacute; salutar, pois, a an&aacute;lise dos indigitados documentos come&ccedil;a a ocorrer antes do t&eacute;rmino da vig&ecirc;ncia do registro. Assim, em tese pelo menos, quando o registro estiver vencendo, por ocasi&atilde;o da reavalia&ccedil;&atilde;o dos citados documentos, o registro poder&aacute; ser revalidado.</span>&#8203;<br /><br /><span>Todavia, &eacute; perfeitamente poss&iacute;vel que 06 meses n&atilde;o sejam tempo suficiente para analisar toda a documenta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria e que deve ser apresentada para fins de revalida&ccedil;&atilde;o do registro. Assim, como&nbsp;</span></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">ficariam tais casos? N&atilde;o por outro motivo &eacute; que a parte final do par&aacute;grafo 6&ordm; do artigo 12 do citado diploma legal assume relevante papel, pois, preconiza que:&nbsp;<em>&ldquo;considerando-se automaticamente revalidado, independentemente de decis&atilde;o, se n&atilde;o houver sido esta proferida at&eacute; a data do t&eacute;rmino daquela&rdquo;</em>&nbsp;<br />&#8203;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Na pr&aacute;tica funciona assim, se nos seis meses entre a data da revalida&ccedil;&atilde;o do registro e o t&eacute;rmino da vig&ecirc;ncia do registro do produto a ANVISA n&atilde;o se pronunciar, a lei disp&otilde;e que&nbsp;<strong>considerar-se-&aacute; o registro automaticamente revalidado</strong>.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A parte final deste dispositivo, inserto na legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, visa atender a um dos princ&iacute;pios previstos em nossa Carta Magna, notadamente, o Princ&iacute;pio da efici&ecirc;ncia. Do contr&aacute;rio, inexistindo o mecanismo da revalida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica, o administrado ficaria suscet&iacute;vel aos dissabores da inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica ocasionado pela incerteza quanto ao&nbsp;<em>Statu quo</em>&nbsp;de seu registro, ap&oacute;s o t&eacute;rmino da vig&ecirc;ncia deste</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Este &eacute; o breve intr&oacute;ito ao presente t&oacute;pico. Contudo, como a grande maioria das quest&otilde;es que envolvem a ANVISA, tal sistema n&atilde;o poderia funcionar de forma cartesiana. Evidente que n&atilde;o.</span><br /><br /><span>De uns tempos para c&aacute;, os administradores da Ag&ecirc;ncia reguladora em destaque passaram a publicar a revalida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica 2 ou 3 anos depois da data do pedido de revalida&ccedil;&atilde;o do registro. A princ&iacute;pio e em tese, aparentemente, tais publica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o teriam maiores consequ&ecirc;ncias, salvo a hip&oacute;tese da&nbsp;</span><span style="color:rgb(0, 0, 0)">exist&ecirc;ncia</span><span></span></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/stethoscope-2617701-640_orig.jpg" alt="computador e estetosc&oacute;pio na mesa" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">de outro dispositivo legal existente na legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, a saber: &sect; 4&ordm; do artigo 12 do mesmo diploma legal.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Disp&otilde;e o citado dispositivo legal que&nbsp;<em>&ldquo;<strong>Os atos referentes</strong>&nbsp;ao registro e&nbsp;<strong>&agrave; revalida&ccedil;&atilde;o</strong>&nbsp;do registro&nbsp;<strong>somente produzir&atilde;o efeitos a partir da data da publica&ccedil;&atilde;o no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</strong>&rdquo;.</em></span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Assim, urge, de plano, o seguinte questionamento: - qual o marco inicial para o in&iacute;cio da contagem do prazo de validade do registro? Os 05 anos a partir do t&eacute;rmino da vig&ecirc;ncia do registro (se requerido a revalida&ccedil;&atilde;o) ou 05 anos contados da data da ulterior publica&ccedil;&atilde;o?</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Longe de ter uma resposta precisa acerca do tema, penso que:</span><ol style="color:rgb(0, 0, 0)"><li>N&atilde;o existe dispositivo legal inserto na legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria que d&ecirc; suporte legal a publica&ccedil;&atilde;o meramente declarat&oacute;ria em &acirc;mbito de quest&otilde;es administrativas na ANVISA;</li><li>Se a revalida&ccedil;&atilde;o do produto ocorrer de forma autom&aacute;tica n&atilde;o h&aacute; a necessidade de publica&ccedil;&atilde;o no DOU, pois, seu intuito &eacute; justamente conferir celeridade ao processo de revalida&ccedil;&atilde;o</li></ol></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:0px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/syringe-1945341-640_orig.jpg" alt="seringa em primeiro plano e frascos de inje&ccedil;&atilde;o no segundo" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span>Por outro lado, se se admitir validade &agrave; publica&ccedil;&atilde;o declarat&oacute;ria, qual seria o <em>status</em> do produtos no interst&iacute;cio de 2 anos entre o t&eacute;rmino da vig&ecirc;ncia do registro e a indigitada publica&ccedil;&atilde;o? Mas, se a lei disp&otilde;e que <strong><em>os atos referentes</em></strong><em> <strong>&agrave; revalida&ccedil;&atilde;o</strong> do registro <strong>somente produzir&atilde;o efeitos a partir da data da publica&ccedil;&atilde;o no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</strong>, ao aplicar a lei, em verdade o registro passaria a ter 07 anos ao inv&eacute;s dos 5 previstos em lei</em>.</span>&#8203;<br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Estas quest&otilde;es j&aacute; permearam um Mandado de Seguran&ccedil;a proposto no ano de 2006 em face do Diretor Presidente da Diretoria Colegiada da ANVISA, onde o Exmo. Juiz da se&ccedil;&atilde;o Judici&aacute;ria do Distrito Federal, acolhendo a tese do impetrante, tanto sede de liminar quanto no m&eacute;rito, deu provimento ao pleito e aplicou a lei.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">N&atilde;o h&aacute; em toda a legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria qualquer suporte que empreste legalidade a publica&ccedil;&atilde;o meramente declarat&oacute;ria como argumento a autoridade coatora. Portanto, se houver a revalida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de um registro, este, de acordo com o princ&iacute;pio da efici&ecirc;ncia, torna-se absolutamente desnecess&aacute;rio.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">H&aacute; quem sustente que tal hip&oacute;tese poria em risco a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, logo, tal mecanismo se constituiria em um verdadeiro &oacute;bice &agrave; persecu&ccedil;&atilde;o do interesse p&uacute;blico freando o exerc&iacute;cio da finalidade institucional da ag&ecirc;ncia. Contudo, ousamos discordar na medida em que, nos termos do artigo 28 da lei n&ordm; 9.784/99, a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica pode rever seus atos a qualquer momento.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Assim, figurando a hip&oacute;tese de que a ANVISA n&atilde;o se pronunciou no momento oportuno (antes de ocorrer a revalida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica), ao compulsar os documentos protocolados para fins de revalida&ccedil;&atilde;o do registro verificar que n&atilde;o atendem aos pressupostos contidos nas RDC&rsquo;s, de acordo com sua conveni&ecirc;ncia e oportunidade poder&aacute; ent&atilde;o seus agentes formular exig&ecirc;ncias ou mesmo cancelar o registro, de acordo com a gravidade do caso.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Desta forma, for&ccedil;oso concluir que o nobre julgador ponderou todos os aspectos em seu&nbsp;<em>decisum</em>, aplicando a lei ao acolher a tese do impetrante.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/laboratory-2815642-640_orig.jpg" alt="funcion&aacute;rio de laborat&oacute;rio trabalhando" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Em verdade, tamb&eacute;m n&atilde;o defendemos a mudan&ccedil;a do p&oacute;lo decisivo das quest&otilde;es que envolvem os registros de produtos, ou seja, &ldquo;trocar&rdquo; a discricionariedade dos examinadores da ANVISA pela do magistrado. Esta, definitivamente n&atilde;o &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o, muito pelo contr&aacute;rio, pois o magistrado n&atilde;o possui o conhecimento espec&iacute;fico dos aspectos ligados aos diferentes tipos de medicamentos.<br /><br />Entretanto, isto n&atilde;o significa dizer que deva ser complacente e &ldquo;aceitar&rdquo; todo e qualquer tipo de&nbsp;</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">De fato, n&atilde;o h&aacute; como se admitir interven&ccedil;&otilde;es como as acima narradas, as quais, ao que tudo indica, feitas de improviso, de forma atabalhoada sem que haja a devida e necess&aacute;ria mensura&ccedil;&atilde;o e pondera&ccedil;&atilde;o entre os benef&iacute;cios e preju&iacute;zos que cada uma destas medidas poder&aacute; trazer a &oacute;rbita jur&iacute;dica de seus administrados e de terceiros, inclusive.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Outro ponto sens&iacute;vel e que merece especial aten&ccedil;&atilde;o &eacute; a necessidade da quebra do paradigma no judici&aacute;rio de que, por ser a Ag&ecirc;ncia a respons&aacute;vel pela an&aacute;lise e concess&atilde;o dos registros de produtos merece a mesma o mais alto respeito decorrente da presun&ccedil;&atilde;o de legalidade de seus atos.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A meu ver, n&atilde;o devem os magistrados se escorar em tal premissa. Como acima visto, a Ag&ecirc;ncia &eacute; falha e comete muitos atos arbitr&aacute;rios, embora tamb&eacute;m seja verdade, e merece ser enaltecido, seus acertos.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><strong><span>6. Conclus&atilde;o</span></strong><br /><span>Dos casos concretos acima mencionados depreende-se que, como hav&iacute;amos mencionado anteriormente, embora a delimita&ccedil;&atilde;o legal seja expl&iacute;cita quanto a atribui&ccedil;&atilde;o da ANVISA, na pr&aacute;tica existe uma t&ecirc;nue linha que separa o ato legal do arbitr&aacute;rio.</span><br /><br /><span>Embora o papel da Ag&ecirc;ncia seja edificante e demonstra que, ou para o mal ou para o bem, esta &eacute; dotada de uma postura pr&oacute; ativa na defesa dos interesses da popula&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso que tal interven&ccedil;&atilde;o ocorra de forma que haja legalidade e respeite os postulados constitucionais.</span><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/laboratory-2815632-640_orig.jpg" alt="mulher trabalhando em laborat&oacute;rio" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">esclarecimento (em sede de mandado de seguran&ccedil;a), prestado pelo diretor presidente da ANVISA. J&aacute; tivemos a oportunidade de participar e ver uma decis&atilde;o que reconheceu e acatou um posicionamento da ANVISA que de esta n&atilde;o era obrigada a aceitar estudo de bioequivalencia/biodisponibilidade realizado pela FIOCRUZ.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Ora, tal Funda&ccedil;&atilde;o al&eacute;m de ser &ldquo;reblada&rdquo; (autorizada) pela ANVISA para realizar este tipo de estudo &eacute; tida como refer&ecirc;ncia mundial. &Eacute; uma das institui&ccedil;&otilde;es brasileiras que gozam de maior credibilidade no exterior. No entanto...</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&#8203;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">De todo modo, entre erros e acertos, parece-nos que como medida salutar ao fomento e enriquecimento de novas discuss&otilde;es expomos estas breves considera&ccedil;&otilde;es para que sirvam de ponto de partida para novas reflex&otilde;es.</span></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.fabiocortes.adv.br/'> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/published/nova-logo-fabio-cortes-fundo-amarelo.png?1611265868" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O medicamento Importado e a cobertura do tratamento pelo plano/seguro saúde sob a ótica da Lei nº 9.658/98]]></title><link><![CDATA[https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/o-medicamento-importado-e-a-cobertura-do-tratamento-pelo-planoseguro-saude-sob-a-otica-da-lei-n-9658981321894]]></link><comments><![CDATA[https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/o-medicamento-importado-e-a-cobertura-do-tratamento-pelo-planoseguro-saude-sob-a-otica-da-lei-n-9658981321894#comments]]></comments><pubDate>Thu, 21 Jan 2021 11:59:02 GMT</pubDate><category><![CDATA[Medicamento Importado]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.fabiocortes.adv.br/lex-blog/o-medicamento-importado-e-a-cobertura-do-tratamento-pelo-planoseguro-saude-sob-a-otica-da-lei-n-9658981321894</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						  &#8203;N&atilde;o &eacute; de hoje que a pr&aacute;tica forense vem demonstrando a exist&ecirc;ncia de um hiato abissal entre os segurados e as seguradoras/operadoras dos planos de sa&uacute;de quando h&aacute; a necessidade de cobertura de tratamento fazendo uso de medicamentos caros.&nbsp;Sob a &oacute;tica financeiro-economica, sendo as operadoras/seguradoras &ldquo;empresas&rdquo;, no sentido mais capitalista poss&iacute;vel, assim como toda e qualquer empresa be [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;N&atilde;o &eacute; de hoje que a pr&aacute;tica forense vem demonstrando a exist&ecirc;ncia de um hiato abissal entre os segurados e as seguradoras/operadoras dos planos de sa&uacute;de quando h&aacute; a necessidade de cobertura de tratamento fazendo uso de medicamentos caros.<br />&nbsp;<br />Sob a &oacute;tica financeiro-economica, sendo as operadoras/seguradoras &ldquo;empresas&rdquo;, no sentido mais capitalista poss&iacute;vel, assim como toda e qualquer empresa bem gerida, o &ecirc;xito ou fracasso perpassa necess&aacute;ria e obrigatoriamente pela capacidade de&nbsp;<br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/kendal-l4ikccachoc-unsplash-copy_orig.jpg" alt="m&eacute;dico segurando rem&eacute;dios na m&atilde;o" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">otimiza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o, ou seja, redu&ccedil;&atilde;o de custos com a manuten&ccedil;&atilde;o do objetivo da empresa visando o exerc&iacute;cio de sua atividade empresarial.</span><br /><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&#8203;Assim &eacute;, por exemplo, que os tratamentos ambulatoriais de quimioterapia tradicional s&atilde;o cobertos, por&eacute;m em raz&atilde;o da pesquisa e desenvolvimento das ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas em desenvolver novas drogas que, por via de consequ&ecirc;ncia, s&atilde;o mais caras, as operadoras/seguradoras negam o uso das ditas drogas sob o argumento de se tratar de droga ou tratamento &ldquo;experimental&rdquo;</span><br /></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/laboratory-2815641-640_orig.jpg" alt="mulher trabalhando em laborat&oacute;rio" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;No mesmo passo, n&atilde;o muito tempo atr&aacute;s, a celeuma que invariavelmente redundava em negativa por parte dos planos/seguradoras era quanto ao custeio de produto quimioter&aacute;pico para uso domiciliar simplesmente porque o uso era feito em domicilio.<br />&nbsp;<br />A enxurrada de a&ccedil;&otilde;es no judici&aacute;rio, por conta dessa conduta ilegal e abusiva adotada pelas operadoras/seguradoras, veio em uma crescente t&atilde;o assustadora que a pr&oacute;pria ANS instituiu, atrav&eacute;s da Lei n&ordm; 12.880/2013, n&atilde;o apenas o fornecimento de&nbsp;</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">tratamento oral domiciliar para o c&acirc;ncer, mas, tamb&eacute;m, medicamentos para controle dos efeitos adversos.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">No caso espec&iacute;fico do tratamento de adenocarcinomas, doen&ccedil;a que vem aumentando drasticamente na ultima d&eacute;cada segundo a OMS, a busca por novas drogas que acabam por resultar em novos tratamentos, n&atilde;o raras as vezes mais eficazes, tem o cond&atilde;o inexor&aacute;vel de ensejar nos enfermos a busca pelo que h&aacute; de melhor para tratar a doen&ccedil;a que insiste em lhe ceifar a vida.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;Todavia, essa busca pode esbarrar em um instrumento burocr&aacute;tico que, em tese, poderia inviabilizar o acesso ao medicamento mais novo e mais eficaz para tratamento de adenocarcinoma, a saber: o registro do produto na Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria &ndash; ANVISA.<br />&nbsp;<br />No modelo regulat&oacute;rio brasileiro, as ag&ecirc;ncias reguladoras setoriais, t&ecirc;m a incumb&ecirc;ncia de controlar, fiscalizar e, ainda, normatizar a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos concedidos na esteira do processo de&nbsp;</div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/15102554428-6bfe7e7081-c_orig.jpg" alt="frascos de rem&eacute;dios reunidos" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">privatiza&ccedil;&otilde;es ocorrido no final dos anos 90, mormente, quanto ao registro de medicamentos.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A partir de ent&atilde;o, exsurge para o mundo f&aacute;tico e jur&iacute;dico diversas consequ&ecirc;ncias que, dependendo de sua interpreta&ccedil;&atilde;o [e aqui n&atilde;o nos permitiremos uma an&aacute;lise sobre a exegese da norma] pode sugerir a impossibilidade de fornecimento de medicamento importado para tratamento do c&acirc;ncer aos segurados das operadoras/seguradoras.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:0px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/adam-lemieux-tfhniimow1q-unsplash-copy_orig.jpg" alt="m&atilde;o com frascos de rem&eacute;dios" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">As operadoras/seguradoras, visando, em primeiro plano &ndash; na condi&ccedil;&atilde;o essencial de &ldquo;empresa&rdquo; - otimiza&ccedil;&atilde;o de seus resultados, negando todo e qualquer pedido feito para tratamento de adenocarcinomas com medicamentos importados.<br />&nbsp;<br />Com o escopo prec&iacute;puo de emprestar legalidade a tal negativa, justificam-na com base no que disp&otilde;e o inciso V do artigo 10 da Lei n&ordm; 9.656/98 que disp&otilde;e sobre planos de sa&uacute;de, vejamos:<br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><em style="color:rgb(0, 0, 0)">Art. 10.&nbsp; &Eacute; institu&iacute;do o plano-refer&ecirc;ncia de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, com cobertura assistencial m&eacute;dico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padr&atilde;o de enfermaria, centro de terapia intensiva, ou similar, quando necess&aacute;ria a interna&ccedil;&atilde;o hospitalar, das doen&ccedil;as listadas na Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados com a Sa&uacute;de, da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, respeitadas as exig&ecirc;ncias m&iacute;nimas estabelecidas no art. 12 desta Lei,&nbsp;<strong>exceto</strong>:</em><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">V - fornecimento de medicamentos importados n&atilde;o nacionalizados;</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Na esteira do dispositivo supramencionado, deduzem ainda que a legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria veda a entrega ao consumo de produtos caso os mesmos n&atilde;o sejam registrados na ANVISA, nos seguintes termos:</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">Art. 12. Nenhum dos produtos de que trata esta Lei, inclusive os importados, poder&aacute; ser industrializado, exposto &agrave; venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</em></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">E por fim, aduzem que caso sejam compulsadas a fornecer medicamento importado e sem registro perante a ANVISA a seus segurados incorreriam na pr&aacute;tica de ato il&iacute;cito na esfera penal artigo 273 par. 1&ordm; - B do C&oacute;digo Penal, vejamos:<br />&nbsp;<br /><em>Art. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terap&ecirc;uticos ou medicinais: (Reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei n&ordm; 9.677, de 2.7.1998)</em><br />&nbsp;<br /><em>Pena - reclus&atilde;o, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa. (Reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei n&ordm; 9.677, de 2.7.1998)</em><br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/laboratory-563423-640_orig.jpg" alt="pessoa trabalhando em laborat&oacute;rio" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><em style="color:rgb(0, 0, 0)">&sect; 1&ordm; - Nas mesmas penas incorre quem importa, vende, exp&otilde;e &agrave; venda, tem em dep&oacute;sito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado.</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Embora seja for&ccedil;oso admitir a capacidade argumentativa e, por que n&atilde;o reconhecer, a criatividade e capacidade intelectual das ditas empresas, certo &eacute; que a tese apontada n&atilde;o as exime de ter que custear tratamento lastreado em medicamento importado.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Em um primeiro memento, tal tese parece fazer sentido, por&eacute;m, ao olhar mais atento, tem-se pela sua inaplicabilidade diante da propositura da seguinte reflex&atilde;o:</span><br /><br /><ul style="color:rgb(0, 0, 0)"><li>As operadoras/seguradoras de planos de sa&uacute;de possuem radar, Siscomex e demais autoriza&ccedil;&otilde;es para funcionar como empresa importadora?</li><li>Quem ir&aacute; importar o medicamento e quem ir&aacute; solicitar a importa&ccedil;&atilde;o?</li></ul></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/28741288810-09d8d15f26-c_orig.jpg" alt="frasco de comprimidos ca&iacute;do" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;As perguntas acima em cotejo com os dispositivos legais precitados levam o leitor &agrave;s seguintes conclus&otilde;es: a) &Eacute; preciso contratar empresa especializada para proceder com a importa&ccedil;&atilde;o do medicamento importado sem registro; e, b) Qual o pedido deve ser formulado na eventual a&ccedil;&atilde;o judicial a ser proposta?<br />&nbsp;<br />Na pr&aacute;tica, portanto, recomendamos que o pedido a ser formulado na inicial seja para que <em>&ldquo;o R&eacute;u efetue o dep&oacute;sito judicial dos valores relativos a aquisi&ccedil;&atilde;o do&nbsp;</em></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><em style="color:rgb(0, 0, 0)">medicamento de uso di&aacute;rio e cont&iacute;nuo [especificar o medicamento prescrito], conforme prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica,&nbsp;<strong>a ser solicitado diretamente pela Autora</strong>, como pessoa f&iacute;sica, em at&eacute; 24 horas ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento&rdquo;</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">O pedido formulado nesses termos afasta,&nbsp;</span><em style="color:rgb(0, 0, 0)">per se,</em><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;a incid&ecirc;ncia dos dispositivos insertos no C&oacute;digo Penal e Legisla&ccedil;&atilde;o Sanit&aacute;ria da esfera jur&iacute;dica do r&eacute;u tornando assim, smj, a tese de bloqueio improcedente.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Contudo, o disposto no inciso V do artigo 10 da Lei n&ordm; 9.656/98 imp&otilde;e uma an&aacute;lise mais aprofundada sobre o tema e legisla&ccedil;&otilde;es infra legais expedidas pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Precede &agrave; an&aacute;lise do ponto controverso em testilha tecer breves considera&ccedil;&otilde;es acerca da capacidade normatizadora da Ag&ecirc;ncias reguladoras.<br />&nbsp;<br />CARLOS ROBERTO SIQUEIRA E CASTRO, em &ldquo;O Poder Normativo das Ag&ecirc;ncias Reguladoras, Arag&atilde;o, A. S de coord., Forense: Rio de Janeiro, 2006, pg. 65/70&rdquo;, leciona que:<br />&nbsp;<br /><em>&ldquo;&Eacute; natural e jur&iacute;dico que a compet&ecirc;ncia normativa atribu&iacute;da &agrave;s ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias pelas respectivas leis&nbsp;</em></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/laboratory-2815639-640_orig.jpg" alt="pessoa trabalhando em laborat&oacute;rio" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><em style="color:rgb(0, 0, 0)">org&acirc;nicas traduz um poder regulamentar de 2&ordm; grau, QUE H&Aacute; DE SER COMPATIBILIZADO COM O SISTEMA HIER&Aacute;RQUICO DE NORMAS LEGAIS e infralegais presidido pela constitui&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida.&rdquo;(Grifo nosso)</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">No mesmo sentido &eacute; o posicionamento do insigne JOS&Eacute; DOS SANTOS CARVALHO FILHO, em sua obra &ldquo;O Poder Normativo das Ag&ecirc;ncias Reguladoras, Arag&atilde;o, A. S de coord., Forense: Rio de Janeiro, 2006, pg. 76&rdquo;, ao preceituar que:</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">&ldquo;Sendo ato administrativo, o ato regulamentar &eacute; subjacente &agrave; lei e deve pautar-se NOS LIMITES DESTA. Como ato inferior &agrave; lei, o regulamento N&Atilde;O PODE CONTRARI&Aacute;-LA OU IR AL&Eacute;M DO QUE ELA PERMITE. No que o regulamento infringir ou extravasar da lei, &Eacute; &Iacute;RR&Iacute;TO E NULO, POR CARACTERIZAR SITUA&Ccedil;&Atilde;O DE ILEGALIDADE. Por esta raz&atilde;o, AO PODER REGULAMENTAR N&Atilde;O CABE CONTRARIAR A LEI (contra legem), pena de sofrer invalida&ccedil;&atilde;o. Seu exerc&iacute;cio somente pode dar-se secundum legem, ou seja, EM CONFORMIDADE COM O CONTE&Uacute;DO DA LEI E NOS LIMITES QUE ELA IMPUSER.&rdquo;</em></div>  <div class="paragraph"></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/jeshoots-com-l0j0dhvwcie-unsplash-copy_orig.jpg" alt="m&eacute;dica enfermeira com paciente ao fundo" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;Assim sendo, for&ccedil;oso admitir que existem limites para que a regulamenta&ccedil;&atilde;o desta ag&ecirc;ncias setoriais possa ser processada. Ainda que dotada de grande amplitude, a regulamenta&ccedil;&atilde;o feita pelas ag&ecirc;ncias &ndash; ali&aacute;s, como s&oacute;i ocorre em qualquer tipo de regulamenta&ccedil;&atilde;o &ndash; ter&aacute; que se adequar aos par&acirc;metros da respectiva lei permissiva.<br />&nbsp;<br />Ademais, &eacute; preciso delinear ainda que a regra insculpida no <em>caput </em>do artigo 10 da Lei n&ordm; 9.656/98 trata-se de regra exceptiva, raz&atilde;o pela qual, segundo as regras de hermen&ecirc;utica, devem ser interpretada&nbsp;</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="wsite-spacer" style="height:50px;"></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="wsite-spacer" style="height:50px;"></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">de forma restritiva. Dito isso, passamos &agrave; an&aacute;lise subsequente acerca da Lei n&ordm; 9656/98.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Como vimos anteriormente, a lei n&ordm; 9.656/98 em seu inciso V, artigo 10 disp&otilde;e no sentido de eximir as operadoras/seguradoras do fornecimento de medicamento importado quando N&Atilde;O NACIONALIZADO.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">A condi&ccedil;&atilde;o expressa na norma &ldquo;n&atilde;o nacionalizado&rdquo; exprime a ideia de ser vetado a importa&ccedil;&atilde;o de medicamento que n&atilde;o sofre o devido e necess&aacute;rio controle sanit&aacute;rio. &Eacute; aquele medicamento que ingressa no territ&oacute;rio nacional sem ser fiscalizado pelas autoridades sanit&aacute;rias, na surdina.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;Entretanto, se um determinado paciente busca que seu plano/seguro sa&uacute;de cubra as despesas de importa&ccedil;&atilde;o de medicamentos para tratamento de sua enfermidade &eacute; evidente que tal cobertura se dar&aacute; &agrave; margem da legisla&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;<br />Portanto, a contrario sensu, se o produto importado &eacute; declarado &agrave;s autoridades sanit&aacute;rias quando do momento de sua importa&ccedil;&atilde;o e ingresso em territ&oacute;rio nacional estamos diante, sem qualquer tergiversa&ccedil;&atilde;o, de produto importado NACIONALIZADO.<br /></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/laboratory-3827745-640_orig.jpg" alt="pessoa trabalhando com an&aacute;lise de testes m&eacute;dicos" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Por total obviedade, temos que a hip&oacute;tese acima transcrita tem o cond&atilde;o inafast&aacute;vel de fazer com que os medicamentos importados ingressem no rol daqueles cuja disponibiliza&ccedil;&atilde;o pelos planos/seguradoras sejam obrigat&oacute;rios.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Ademais, na esteira do poder de regulamenta&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias reguladoras, neste caso, a ANVISA, traz-se a cola&ccedil;&atilde;o do leitor excerto da Resolu&ccedil;&atilde;o da Diretoria Colegiada da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria &ndash; RDC n&ordm; 81/2008 - que Disp&otilde;e sobre o Regulamento T&eacute;cnico de Bens e Produtos Importados para fins de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria.</span></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/28531160554-dabec7330e-c_orig.jpg" alt="conjunto de comprimidos" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><em>SE&Ccedil;&Atilde;O II</em><br /><em>DA IMPORTA&Ccedil;&Atilde;O PARA CONSUMO PESSOAL DE MEDICAMENTOS E ALIMENTOS, DE USO CONT&Iacute;NUO OU NUTRICIONAL ESPECIAL, PRODUTOS M&Eacute;DICOS E PRODUTOS PARA DIAGN&Oacute;STICO IN VITRO.</em><br />&nbsp;<br /><em>4. A importa&ccedil;&atilde;o de bens e produtos pertencentes &agrave;s classes de medicamentos e alimentos de uso cont&iacute;nuo ou nutricional especial, bem como de produtos para diagn&oacute;stico in vitro e produtos m&eacute;dicos, destinadas a consumo pessoal SOMENTE SER&Aacute; AUTORIZADA&nbsp;</em></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><em style="color:rgb(0, 0, 0)">MEDIANTE A APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O PERANTE A AUTORIDADE SANIT&Aacute;RIA DE PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O DO PROFISSIONAL PERTINENTE, o qual ficar&aacute; retida, se atendidas &agrave;s seguintes condi&ccedil;&otilde;es:</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">a) estar escrita em vern&aacute;culo oficial, ou, se em outro idioma, poder&aacute; ser solicitada a tradu&ccedil;&atilde;o assinada por signat&aacute;rio devidamente identificado atrav&eacute;s do nome, endere&ccedil;o e n&uacute;mero do Cadastro de Pessoa F&iacute;sica - CPF.</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">b) conter informa&ccedil;&otilde;es referentes ao nome e domic&iacute;lio do paciente, posologia ou modo de uso do bem ou produto, com indica&ccedil;&atilde;o da periodicidade do tratamento e limitado no m&aacute;ximo a 180 dias, quando se tratar de uso cont&iacute;nuo;</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">c) conter a data e assinatura do profissional, seu domic&iacute;lio ou endere&ccedil;o profissional.</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">4.1. O receitu&aacute;rio quando expedido por profissional com exerc&iacute;cio laboral brasileiro dever&aacute; conter ainda informa&ccedil;&otilde;es referentes ao n&uacute;mero de inscri&ccedil;&atilde;o no Conselho Profissional.</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">4.2. Inclui-se no disposto neste Cap&iacute;tulo a importa&ccedil;&atilde;o de medicamentos sujeitos a controle especial, a base de subst&acirc;ncias das listas &ldquo;C1&rdquo; e &ldquo;C4&rdquo; de que trata a Portaria SVS/MS n.&ordm; 344, de 1998 e suas atualiza&ccedil;&otilde;es, dever&aacute; estar acompanhada de receita m&eacute;dica e de documento fiscal comprobat&oacute;rio da sua aquisi&ccedil;&atilde;o, em quantidade para consumo individual e nas condi&ccedil;&otilde;es previstas nas al&iacute;neas do item 4.</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">4.2.2. A modalidade de tr&acirc;nsito de passagem, bagagem acompanhada, est&aacute; desobrigada de apresenta&ccedil;&atilde;o de comprovante de aquisi&ccedil;&atilde;o.</em><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><em style="color:rgb(0, 0, 0)">4.3. A importa&ccedil;&atilde;o de produtos para consumo pessoal dever&aacute; ser compat&iacute;vel com a receita, inclusive quanto &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do produto prescrito.</em></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Com efeito, resta absolutamente elidida a tese de que a Lei n&ordm; 9.656/98 exclui da cobertura da ap&oacute;lice o custeio de medicamentos importados, uma vez que as regras sanit&aacute;rias estabelecidas na RDC n&ordm; 81 da pr&oacute;pria ANVISA, a importa&ccedil;&atilde;o, diga-se NACIONALIZA&Ccedil;&Atilde;O, de medicamento para consumo pr&oacute;prio n&atilde;o deixa de se submeter a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria da ag&ecirc;ncia reguladora.<br />&nbsp;<br />Assim sendo, quando o medicamento &eacute; importado ele &eacute;, ao mesmo tempo, NACIONALIZADO e passa pelo&nbsp;</div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/hospital-5023120-640_orig.jpg" alt="sala de espera de hospital" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">CONTROLE SANIT&Aacute;RIO da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. Desse modo, pergunta-se:</span><br /><br /><ul style="color:rgb(0, 0, 0)"><li>Havendo a nacionaliza&ccedil;&atilde;o [como de fato h&aacute;] do medicamento importado [atrav&eacute;s do procedimento insculpido na RDC n&ordm; 81 da ANVISA] estariam as operadoras/seguradoras isentas do dever de custear o tratamento prescrito?</li></ul><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;&#8203;</span><ul style="color:rgb(0, 0, 0)"><li>Como haveria de se sustentar a tese quanto a suposta aus&ecirc;ncia de controle sanit&aacute;rio, se a ado&ccedil;&atilde;o do procedimento insculpido na RDC n&ordm; 81 da pr&oacute;pria ANVISA regulamenta a forma e o modo pelo qual o medicamento importado ingressa em territ&oacute;rio nacional [nacionaliza&ccedil;&atilde;o]?</li></ul></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:0px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/50838355797-29bafb94a8-c_orig.jpg" alt="frascos de comprimidos na mesa" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;De toda sorte, n&atilde;o nos parece sustentar a tese de excludente de obriga&ccedil;&atilde;o do fornecimento de medicamento importado lastreado nos dispositivos legais em destaque considerando os elementos f&aacute;ticos intr&iacute;nsecos e extr&iacute;nsecos que permeiam a quest&atilde;o sem mencionar os cuidados processuais que devem ser observados de modo a evitar a improced&ecirc;ncia postulat&oacute;ria por aqueles que desejam dispor dos avan&ccedil;os da medicina para tratar a doen&ccedil;a que lhes acomete.<br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Entretanto, no ano de 2018, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a determinou a suspens&atilde;o nacional do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versassem e tramitassem sobre a quest&atilde;o em territ&oacute;rio nacional (art. 1.037, II, do CPC/2015), excetuada a concess&atilde;o de tutelas provis&oacute;rias de urg&ecirc;ncia, quando presentes seus requisitos, para definir se as operadoras de plano de sa&uacute;de est&atilde;o obrigadas ou n&atilde;o a fornecer medicamento importado, n&atilde;o registrado na ANVISA.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">No julgamento do Tema/Repetitivo 990 restou firmada a tese de que as operadoras de plano de sa&uacute;de n&atilde;o est&atilde;o obrigadas a fornecer medicamento n&atilde;o registrado pela ANVISA.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&Agrave; toda evid&ecirc;ncia, ao se analisar a&nbsp;</span><em style="color:rgb(0, 0, 0)">ratio decidendi</em><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;do aludido precedente da Corte Cidad&atilde;,o que se extrai &eacute; que os Exmos. Ministros da segunda se&ccedil;&atilde;o do STJ buscou impedir a afronta aos arts. 12 e 66 da Lei n&ordm; 6.360/76 e 10, V, da Lei n&ordm; 6.437/76, todos, que disp&otilde;em sobre quest&otilde;es de infra&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, quando o medicamento for importado diretamente pelas operadoras, sem registro no Brasil.</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">&nbsp;</span><br /><span style="color:rgb(0, 0, 0)">Ocorre, por&eacute;m, que, consoante explanado acima, quando o pedido da a&ccedil;&atilde;o pugnar para que o valor correspondente &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o do medicamento importado seja depositado na conta corrente do autor para que este, e apenas este, proceda com a importa&ccedil;&atilde;o do medicamento em seu nome, smj e com todas as v&ecirc;nias, temos que &agrave;s circunst&acirc;ncias f&aacute;ticas e jur&iacute;dicas se revelam distintas daquelas objeto de estudo e julgamento pelos Ministros do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, raz&atilde;o pela qual o &oacute;bice imposto pela tese firmada no julgamento do repetitivo/tema 990 n&atilde;o se aplica &agrave; hip&oacute;tese ventilada no artigo.</span></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.fabiocortes.adv.br/'> <img src="https://www.fabiocortes.adv.br/uploads/1/3/5/0/135052223/published/nova-logo-fabio-cortes-fundo-amarelo.png?1611239868" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>